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Me chamo: Silvia
Idade: 36 anos
Nasci e Moro em: São Paulo
Intuito desse Blog: Homenagear meus filhos Guilherme e Ingrid que se tornaram Anjos e vivem ao lado de Deus e de quem tenho muitas saudades
Amor: Meus filhos e meu marido
Aniversário: 12 de Março
Meu Lema de Vida: "A persistência é o caminho do êxito. Meu Sonho é ser mãe e nunca desistirei, enquanto vida eu tiver!"
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21/07/2008
O Encontro
Eles se encantaram desde o primeiro instante. Com o passar dos dias, mais entendiam o porquê de estarem juntos. Sentimento mútuo os envolvia.
Algo crescia dentro dela. Perceberam isso em poucos meses. No inicio ficaram preocupados. Sem saber o que fazer.
- Foi tão rápido e ao mesmo tempo parece que nós nos conhecemos a séculos. Isso não foi programado.
Ela disse olhando a reação nos olhos do seu parceiro.
- Não, não foi programado. Também não programei te conhecer.
Ele sorriu e segurou a mão da sua amada. Parece estar feliz por ver algo novo se tornando tão concreto. Algo assim vindo do nada.
Decidiram, então, deixar isso crescer. A missão dela era se entregar, cuidar dessa coisa nova que os unia e ele deveria confortá-la... Abraçá-la.
Os primeiros três meses foram difíceis. Ainda estavam aprendendo a se conhecer. A se entregarem. Era a primeira vez para os dois. Mas foi um período de descobertas. E ali descobriram que não queriam matar isso que crescia entre os dois. Cada vez ficava mais evidente que ele estava certo e que não estavam juntos por acaso.
A distância a incomodava:
- Não gosto de ver-te tão longe. Tenho medo de estar vivendo isso sozinha. Quando você não diz o que está pensando eu me sinto perdida. Eu não estou acostumada a sentir isso. Criamos isso junto. Esse algo novo vem tomando conta de tudo em mim. Eu preciso saber o que sente. Você pode sentir isso também?
- Eu sinto o mesmo. Você não está feliz?
- Veja só o que fizemos. Isso é muito bom, mas muito sério.
As palavras que ela ouvia eram: “já te disse que te amo hoje?”
Ela acalmava... respirava... Era a voz que tanto amava que estava a ouvir.
No fim do quarto mês já no inicio do quinto parecia que os problemas não estavam tão focados. A descoberta era cada dia maior, a importância de estarem juntos, os sentimentos divididos... Tudo isso pela alegria desse novo ser que os unia e completavam cada vez mais.
Já falavam de futuro. Grandes planos estavam começando a serem idealizados. A criança tinha nome e profissão. Esses sonhos fortaleciam ainda mais a relação, já tão intima dos dois.
Escolheram que seria uma menina. Verdade não havia nascido, mas eles já nascem pelo simples fato de serem desejados. O parto é só a concretização disso que já é tão real.
Para eles, essa criança era um ser vivo que estava entre os dois. Já tinha uma fisionomia... um sorriso. Seus amigos sentiam e comentavam essa presença. Estavam iluminados.
Mesmo com o filho no ventre, a mãe esperava, sempre à tarde, receber dos braços do pai, o filho querido, que o pai orgulhoso levava para o trabalho. Ele se sentia forte, responsável.
- Você escolheu o sexo e a profissão. Eu irei escolher a cor, cabelo e os olhos. Ela terá os seus olhos.
Ela disse sorrindo com uma das mãos na barriga.
Não havia nada de diferente na criança. Era só a soma dos dois. Mas a menina já ocupava grande parte na vida deles. Nascer seria só mais um fato.
- Não será fácil esperar tanto tempo para ter a nossa menina aqui. Terá seu sorriso. Quero senti-la em meus braços. Desejo isso todos os dias.
Parece que a criança ouviu a voz do pai. Pois vejo no rosto da mãe um grande sorriso. Acho que o pai reconheceu, pois tocou o seu rosto e a olhou nos olhos.
Realmente o tempo se passara e as emoções e expectativas só cresciam. Queriam só ver o rostinho, segurá-la no colo. Pois já tinham uma filha. Isso era muito maluco para pensar em alguma coisa além disso. Tudo foi preparado para a sua vinda.
Chegou o tempo. O dia marcado. O encontro... Milhares de sentimentos. Mas o medo e a alegria eram os únicos que podiam descrever. Enfim acabará toda a espera. Enfim terá no colo a desejada criança.
- O parto foi demorado, mas está tudo bem agora. É uma menina muito forte! Disse a enfermeira que acabara de sair da sala de parto.
- Posso ver?
- Claro, é sua filha.
A enfermeira sorriu e encaminhou o pai à sala onde encontrava a menina. O primeiro olhar foi direcionado a mãe como um agradecimento por ter proporcionado aquele encontro. A mãe sorriu feliz por ter nos braços o presente que os dois fizeram, ali, vivo, se movendo... Nada mais real que tocar aquele presente. O pai beijou a menininha na testa, maravilhado. Tendo agora nas mãos a concretização do seu sonho.
(Foi fecundado um sentimento)